sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Publiquei um livro.: Mais uma publicação minha.
Publiquei um livro.: Mais uma publicação minha.: Inocência Perdida É o primeiro volume da Sa...
Mais uma publicação minha.
Inocência Perdida
É o primeiro volume da Saga de um pintor, publicado pela Drago Editorial...
Sinopse:
Até onde vai a crueldade humana?
Felipe sentiria na alma e no corpo que tudo não é apenas carinho e amor. Após descobrir que tinha uma família, viu que os anos passados no abrigo São Marcos, foram os melhores de sua vida. E que a felicidade que tanto desejava em família, era ilusória e, aos poucos, descobre que a vida não é tão simples, e que até mesmo entre famílias existem monstros.
Aos onze anos sentia na pele a violência e a crueldade daquele que deveria amá-lo e protegê-lo.
O que poderia fazer, se a vida de seu irmão dependia de ele aceitar os caprichos de uma mente doentia? Como fugir do monstro que vivia a seu lado?
Esta é a história de um menino que tinha rosto de anjo, mas viveu um inferno na vida.
Leia mais: http://www.livrariadragoeditorial.com/products/a-saga-de-um-pintor-inocencia-perdida-p-m-mariano/
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Alguns livros meus...
Todos se encontram no Amazon. É dar uma olhada e se interessar, favor comentar...
O primeiro é: Uma Lágrima pela Vida... Fala da vida em uma matilha de lobos, entre o amor em família e os percalços da vida no dia a dia.
O segundo é um conto rápido, que pretendo ajustá-lo em uma história mais longa... É Lolita, que conta a vida de um cão e suas desventuras.
O terceiro, Um Mistério na Serra do Mar, trás a luta de um grupo de adolescentes na Serra dos Três Picos, então, na região de Nova Friburgo.
domingo, 26 de julho de 2015
Um trecho do meu livro Um Mistério na Serra do Mar.
O despertador vibrava ensurdecedor, aos ouvidos de
Felipe. Já passava das sete horas, e ele que fora dormir lá pelas quatro,
ergueu-se de um salto e enfiou-se no chuveiro, deixando com que a água fria o
acordasse de vez. Lançou demorado olhar ao relógio e sorriu. Como sempre estava
atrasado. Marcara com o grupo as oito e ainda se encontrava no banho. Na
verdade, achava aquela ideia meio louca, mas a ideia fora de Douglas e, ele,
por ser o líder, não devia ser contestado; ainda mais porque não lhe surgira
ideia melhor.
Meia hora depois estava diante do portão de sua casa
a espera da condução. O silêncio atordoante de sua casa o avisava de que seus
pais haviam deixado o Rio e viajado para o Espírito Santo, para a fazenda de
seu avô.
“É bom!”
Lá vinha o dito ônibus. Pensou duas vezes se lhe
fazia sinal, ou se voltava e ligava ao Douglas, dizendo que não ia. Por certo,
de nada adiantaria, pois o amigo já devia estar esperando-o no muro da casa de
Flamarion.
“Isto é invasão de domicílio...”.
Riu entrando no ônibus, chamando a atenção dos poucos
passageiros. Sentou-se a um canto, sozinho, sentindo-se alvo dos olhares
desconfiados daqueles que compartilhavam da mesma condução. Já estava
acostumado com aquela reação, pelas roupas extravagantes que normalmente usava
e pela cor negra de sua pele. Desceu na Urca e andou ainda por mais ou menos
quinze minutos, até parar numa rua sem saída, onde Douglas e Antônio Carlos o
esperavam.
- Olá companheiros?
Cumprimentaram-se, e foi Douglas que lançando um
olhar ao redor, quem perguntou:
- Vamos agir?
- Tem certeza?
Douglas confirmou, apesar de entender a preocupação
de Felipe e mesmo de Antônio Carlos. Se fossem pegos invadindo a casa de
Flamarion, seriam levados à delegacia e ele, principalmente ele, não poderia se
meter em nova encrenca ou acabaria muito mal.
- Antônio fica de olho.
Antonio Carlos não precisou de mais nenhuma palavra
e confirmou com a cabeça.
Rápido e ágeis, os dois rapazes ganharam o lado
oposto da rua, e após certificarem-se de que não havia viva alma os observando,
transpuseram o muro da casa do professor. Antônio Carlos, sabendo que os amigos
estariam bem, afastou-se um pouco para não chamar a atenção sobre si. Nada
poderia dar errado, nada mesmo.
- Contou aos outros o que estamos fazendo?
Douglas riu.
- Está louco! Ana me entregaria. É muito arriscado e
o único que poderia nos tirar desta, se formos pegos, é meu tio, mas ele já
esta uma fera comigo por causa das fotos.
Olhou Felipe com calma. Estavam diante da porta principal
do velho casarão, meio acabado pelo tempo.
- Como vamos entrar?
- Pela porta... – respondeu Douglas, misterioso, enquanto
andava para os fundos da casa. – Já vim muitas vezes aqui. O professor gostava
de me mostrar as suas descobertas... Há uma chave sobressalente. – Douglas
estava preocupado. – Ele vivia esquecendo a sua. Fiz uma cópia e a escondi.
Felipe nada disse.
Continuaram no caminho. Às vezes eram espantados
pelas ratazanas que circulavam livremente no jardim, agora tomado pelo mato e
pelas ervas daninhas. Havia dezenas de buracos em todos os cantos, provando aos
dois que o abandono era geral.
- Isto aqui esta entregue as baratas! – exclamou
Felipe.
Douglas riu.
- O professor nunca foi uma pessoa muito organizada.
Agora que ele desapareceu, as coisas pioraram... – Aproximou-se de uma velha
árvore e, de um buraco no tronco, retirou uma pequena caixa de fósforos, demonstrando
para Felipe que a entrada no lar de Flamarion seria mais fácil do que o amigo
estava a pensar. – Vamos?
Felipe deu de ombros.
Em instantes, encontravam-se no limiar da entrada da
casa. O silêncio imperava e a única coisa que podiam ouvir, era o canto do
bem-te-vi ao largo, como única testemunha daquela loucura.
- O que vamos procurar? – perguntou Felipe, olhando
ao redor. A casa estava realmente uma bagunça. – É pouco o que disse sobre a
organização do professor...
- Não foi o professor. – Douglas encarou o amigo. –
Alguém andou procurando algo...
- As fotos?
Douglas deu de ombros, não sabia.
- Procure algo que possa nos ajudar. Alguma
anotação, talvez um telefone. Infelizmente, o professor não era dado à
modernidade.
Felipe via isto.
- Você fica por aqui. – Douglas subiu em direção aos
quartos e ao gabinete. – Vou ver o andar de cima. Se houver qualquer coisa, me
procure. Não grite!
- Pode deixar.
Felipe viu o amigo desaparecer e tratou de passar os
olhos sobre a bagunça reinante. Seria difícil encontrar qualquer indício que
pudesse auxiliá-los em sua busca. Pouco depois, Douglas juntava-se a ele, um
tanto desanimado.
- Nada lá em cima?
Douglas balançou a cabeça.
- Está tão revirado que se havia algo já não está
mais lá.
Felipe tinha a mesma ideia.
- O que vamos fazer então?
Douglas olhou o relógio.
- Preciso voltar para casa.
- Então, a ação!
Douglas concordou. Nada mais tinham a fazer na casa
de Flamarion, não era bom exigir muito da boa sorte.
Assim que Antonio Carlos os viu surgir atravessando
a rua, suspirou aliviado. Tudo correra bem, ninguém percebera nada, apesar de
ver pela fisionomia dos dois amigos, que o risco fora infrutífero.
- E agora?
Douglas olhou em direção ao Pão de Açúcar.
- Devemos nos encontrar mais tarde... Todos!
Mais do que um pedido, era uma ordem.
- Às sete?
Douglas sorriu.
- Às onze.
Os dois amigos o olharam e, compreendendo o porquê
daquela hora, resolveram acatá-la sem reclamar.
- Vou ver se consigo chegar a tempo.
Fez um rápido gesto aos amigos e, com um ligeiro sorriso,
afastou-se desaparecendo por entre a multidão que agora perambulava pela principal
avenida. Seria questão de minutos, entrar no ônibus e conseguir chegar a sua
casa sem que seus pais dessem pela sua falta; o que era quase impossível de se
fazer já que ele se encontrava na Urca e, sua casa, distanciava-se quase uma
hora dali.
"Encontra-se no amazon.com.br para venda".
domingo, 2 de março de 2014
Carnaval.
Folia travessa,
brincadeiras e ilusões.
Um dia ser rei,
outro ser homem.
Sentir nos quatro dias,
as aspirações de uma vida.
Viver de ilusões,
mas voltar à realidade,
quando a quarta-feira chegar.
O único sentido de tudo isto,
e que não deveria acabar num dia só,
é a alegria.
Alegria de viver.
brincadeiras e ilusões.
Um dia ser rei,
outro ser homem.
Sentir nos quatro dias,
as aspirações de uma vida.
Viver de ilusões,
mas voltar à realidade,
quando a quarta-feira chegar.
O único sentido de tudo isto,
e que não deveria acabar num dia só,
é a alegria.
Alegria de viver.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Uma prévia de meu livro A Luz e a Escuridão.
- Veja?! O que é aquilo? – perguntou Renne, de repente,
como se quisesse mudar de assunto. Mas, na realidade, via
aproximar-se deles, do grupo, uma parede cinza, estranha.
Suzan ergueu-se um pouco na sela e assustada, percebeu
que aquela parede se aproximava cada vez mais, trazendo junto
a ela, um vento sinistro, frio e veloz. Em instantes, a parede os
envolveu, revelando-lhes a sua essência destrutiva.
- Abriguem-se! – gritava agora Gustavo, saltando de seu
cavalo e levando o animal pela rédea, tentava achar um meio de
se proteger. – É uma tempestade de areia. – Havia feito seu
animal se deitar e lhe cobria a cabeça com o seu próprio
cobertor, enquanto fazia o mesmo com seu rosto e orelhas. –
Segurem os animais com força! Se eles fugirem nunca mais os
veremos.
Rapidamente, todos se uniram e seguindo as instruções
de Gustavo, apenas esperaram o vento passar.
Quando, horas depois a natureza se acalmou. Gustavo foi
o primeiro que percebeu a falta de um dos animais de carga, que
um dos guerreiros, irmão de Tulia, havia morrido e que todos
estavam com escoriações. Foi neste meio tempo que também
deu pela falta de mais um companheiro e isto, para o seu
desespero, foi a pior novidade. Já que, quem sumira, fora Renne.
Marcos estava pálido, olhando ao derredor, procurando
sentir o irmão, mas não conseguia nada.
- Ele estava atrás de mim. – falou Suzan desesperada.
Ninguém mais pensava em seus ferimentos, ou pelo
sufoco que haviam passado. Todos buscavam na região algum
indicio do menino. Mas não havia nada, nem mesmo um rastro,
já que o vento apagara a tudo.
- Marcos...
Gustavo acercou-se do menino que estava atordoado.
- Nos o encontraremos, Marcos.
Marcos agora se virara para Stan.
- Onde?! – foi a única coisa que conseguiu dizer.
------
Renne conseguira, a muito custo, controlar seu cavalo
que diante da tempestade de areia, assustado, se rebelara ao seu
controle e como era bem mais forte do que aquele que montava
em suas costas, tentara fugir. Pulou do lombo do animal e como
ouvira Gustavo dizer, tentou manter o seu animal próximo, mas
o cavalo empinando, acabou por se livrar e desapareceu,
seguindo em direção ao mar negro. Provavelmente, a sorte do
animal não seria nada boa. Então, ergueu os olhos e estremeceu.
Aquele mar de areia, terra e frio, vinha em sua direção. O vento
já se tornara bem violento e ao olhar ao redor, viu que não tinha
onde se esconder. Só havia uma solução.
Suspirando resignado, Renne caminhou até as margens
daquele charco negro e afundou seus pés. Aquilo era pior do que
piche, mas estava bem preso. Nem mesmo aquela tempestade
conseguiria deslocá-lo dali. Se saísse vivo, pensaria então
naquele novo problema.
A tempestade o pegou com violência, sufocando-o.
Tentou se proteger cobrindo sua cabeça, mas a areia era trazida
com tanta força, que lhe cortava a roupa e lhe feria a carne. Aos
poucos, sentiu-se pesado e percebeu que a areia se acumulava
sobre seu corpo. Tentou se mexer, mas estava bem preso quase
até a barriga e afundando cada vez mais.
Quando finalmente o vento cedeu e a tempestade passou.
Renne estava coberto de areia, com mais da metade do corpo
engolido pelo charco e desmaiado. Não havia nada que pudesse
ser feito.
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